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Histórias reais de vítimas da homofobia inspiram ator cearense em série


A partir da arte, o artista consegue amenizar suas angústias e denunciar situações que acontecem ao seu redor. Guiando-se por esse preceito, o diretor e ator cearense William Axel reflete sobre a violência decorrente da homofobia em sua série "El Niño", trabalho solo de vídeos teatrais que compõe a pesquisa 'Cartografias [Homo]afetivas', disponível no YouTube.


Os episódios são interdependentes e abordam histórias reais de garotos que sofreram violências físicas, psicológicas e sociais pelo seu modo de viver e de se relacionar na comunidade. Para criar a série, William partiu de matérias jornalísticas sobre o tema, além de reunir também depoimento de colegas e conhecidos acerca da vivência deles em relação a violência decorrente da homofobia.


"A maioria das coisas que eu trago na dramaturgia acontecem no cotidiano: morte, homicídio, violência física, psicológica, pressão social. Infelizmente isso ainda está muito latente no dia a dia", diz o diretor.


A produção audiovisual é dividida em quatro episódios, cujas cenas foram gravadas em cômodos distintos da casa de William Axel. "A partir do momento que eu ia criando, criava uma cena na sala, no banheiro, no quarto, na cozinha, fui pensando e percebendo que em cada cômodo da casa trazia uma lembrança, um sentimento. Cada cômodo da casa comunicava alguma coisa em específico que colaborava para a dramaturgia do processo", explica.


O segundo episódio da série será disponibilizado nesta quinta-feira (11). O terceiro e o quarto episódio serão lançados no dia 17 e 24 de fevereiro, respectivamente. O projeto, que é fomentado com recursos da lei Aldir Blanc, é resultado da pesquisa desenvolvida por Willaim Axel durante o Mestrado em Artes do Instituto Federal do Ceará (IFCE).


Luta


Para o diretor, a discussão de pautas políticas e sociais é algo indissociável do seu trabalho. Ele explica que gosta de levar suas reflexões e sentimentos para a cena, a partir do que está vivendo no cotidiano e do que está próximo a ele.


"A gente tem essa necessidade de colocar pra fora os nossos anseios, a nossa voz. Colocar aquilo que a gente está sentindo e tentar amenizar ou denunciar coisas que vem acontecendo de maneira que antes era mascarada, mas que vem acontecendo de uma maneira bem descarada", completa.

Fonte: (DIÁRIO DO NORDESTE)


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